Só Devaneios
Um blog onde coloco algumas coisas que escrevo. Nem tudo está aqui e nem tudo que está aqui, por mais que pareça, traduz meu modo de pensar. Ás vezes finjo. Mas eu não como em McDonalds e evito Coca-cola.


Quarta-feira, Fevereiro 28, 2007

Vou abrir uma exceção nesse blog. Pela primeira vez vou postar um texto tipo diário. No começo da era blog odiava aqueles que tinham textos contendo intimidades como "hoje calcei meu all-star branco começando pelo pé direito depois fiquei de pé e dei sete passos em direção ao banheiro e fiz três bolotinhas de cocô."
Trato aqui de uma viagem de 8 dias para Santa Catarina. A primeira parte se passa no município de Garopaba, principalmente na praia de Ferrugem e a segunda parte já é na capital FPolis.

Day-by-day do Carnaval Ferrugem 2007

Sexta-feira, dia 16
Terminal Tietê. Ponto de encontro final dos 11 guerreiros da nave-mãe rumo à Ferrugem! (Essa foi em sua homenagem Bial) Todos acomodados e prontos para 16 horas de viagem. Pensávamos: "tem que ser bom!". No bumba, a Evelyn capotou antes do ônibus pegar a Marginal Tietê. Nossa mais nova amiga estadunidense, Zaina, começou a ouvir uns funks cariocas com Anna, a Lucchese. Difícil foi traduzir alguns títulos de música, como "Nega, teu cabelo não nega".

Sábado, dia 17
Chegamos em Ferrugem lá pelas 14~15h. Fomos recepcionados pela dona da casa, D. Joaquina, por um guri de uns 5 anos, o Igor, e por um senhor que tocava uma violinha daquelas de criança que vende em feira livre.
Os branquelos(as) não pensam duas vezes em ir direto pra praia. Até que rolou um sol e um baita vento, mas o que impressionou foi a água gelada. Não dava nem pra pôr o pézinho.
Em casa de novo, iniciamos uma sessão "Que vergonha, mas eu sei a coreografia de É O Tchan". Caixinhas de som improvisadas e um MP3 player carregado de axé, funk carioca e pagode ¿ mas com muito sentimento ¿ foram suficientes pro início de um show de manemolência. Teve Alô Tchan, Macarena, Boquinha da Garrafa, e muito mais.
Fomos conhecer a noite de Ferrugem. Estava meio cedo, mas pudemos conhecer e ficar bem abismados com pistas de dança free ao longo da rua. Sem efeito de nada mais alucinógeno que cerveja, alguns integrantes dessa empreitada juram que viram seres bem folclóricos, como duendes, anões e argentinos cachorros, ou melhor, argentinos, cachorros e seres mais raros ainda como tiozinhos perto de seus 42 anos. É, o mito de que Ferrugem acolhe os seres mais lindos da América do Sul na faixa dos 22 aos 26 anos foi comprovado. Dessa lista exclua os argentinos e até as argentinas. A maioria delas têm aspecto de suja, com aqueles coques e fios soltos de cabelos que revelam não serem lavados há no mínimo uns 18 dias. Elas têm cara de figurante de Chaves, principalmente das cenas no restaurante da D. Florinda.

Domingo, dia 18
Chuva. Impossibilitados de dar rolê pela cidade (a lama impediu) fizemos o bom e velho churras paulistano. Com Wesley no comando da grelha andamos pela cidade à procura de carne, especialmente picanha. Na verdade atravessamos a rua e fomos ao Mercado do Cardoso, que na época ainda pensávamos que era o Mercado do Paulinho. Levamos as últimas peças do estabelecimento e na fila mais 19 pessoas procurando por carne pra churrasco.
Aquele pagode rolando com churrasqueira improvisada. Tudo no ponto. Menos o tempo que continuava fechado, mas até então já havíamos comprado os ingressos para o famoso Bali Hai, o que fez com que a tensão pré-balada-super-famosa tomasse conta de todos. Teve até cano de chuveiro quebrado de tanta emoção.
Nesse dia conhecemos dois de nossos vizinhos, Victor (Brasil, SP, V. Mariana) e Davi (EUA, North Carolina). O gringo chegou puxando assunto com o básico "hey, vocês tem gelo?". A versão litorânea do famoso "oi, estava fazendo um bolo e acabou o açúcar, você teria uma xícara?". Os caras são gente fina. E surfistas.
O Bali Hai merece um capítulo a parte, não dessa descrição day-by-day, mas sim de nossas vidas. A melhor balada ever o que fez com que a viagem, mesmo com chuva, se tornasse também a melhor viagem ever. Não dá pra dizer que foi o melhor carnaval porque carnaval tem que ter marchinha, banda ao vivo tocando ritmos carnavalescos, trio eletrico, blocos ou escola de samba. Em Ferrugem não houve nada disso. Só psy. Voltando ao Bali Hai, o que marca é a frase proferida por Anna, Léo, Evy e Michel "nós somos as quatro pessoas mais felizes dessa balada?". Não tem muito o que dizer. Pegue a balada mais legal da sua vida e multiplique essa alegria por 10. Éramos nós no Bali Hai Garopaba. Houveram alguns contratempos no início, é verdade, mas que não tiveram como perdurar por muito tempo.

Segunda, dia 19
Acordamos tarde como que dizendo "vai sol, não precisa chegar tão cedo, pode ser só a tarde". Nada. Mesmo assim tiveram teimosos que deram um pulo na praia. De volta pra casa, tudo calmo (leia: morto) até que chega nosso amigo Davi. Ele estava entorpecido, certeza! Invadiu nossa casa gritando "heeey, dude!". Todo simpaticão. Falando das altas ondas das Ilhas Fiji e da Costa Rica. Até que ele manda uma imitação de onda, com braços abertos, efeitos sonoros e tudo. Dizendo: "Hey man! I like that big, big waves like uoooooooouuuuu". Essa cena pagou minha viagem, juro. Voltei satisfeito depois de rir tanto disto.
Nesse dia começaram a debandar os integrantes dessa trupe malucona. Fred e Pri pegaram o caminho da roça de volta pra SP. Mas a noite garopabense e bem chuvosa ainda reserva altas risadas com joguinhos esdrúxulos como Detetive, Mau-mau. Mais difícil que explicar as regras pra Zaina, foi não se conter com a dramaticidade de nosso amigo Coso ao simular suas mortes no jogo Detetive. Eu já falei pra ele desencanar de engenharia que o negócio dele é humanas e porque não dizer artes cênicas.

Terça, dia 20
No último dia oficial de carnaval, fomos todos à praia, ainda sob nuvens carregadíssimas. Um quiosquinho muito afastado da muvuca principal da praia de Ferrugem chamou atenção por ter como funcionária o único ser argentino gente fina da história. Mas o sotaque ainda é disgusting.
Esse foi o dia de se despedir de Evy, Coso, Fla, Mi e Helen.

nota: tem continuação, aguardem.

postad por LEONARDO SOUZA | 18:45
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Quinta-feira, Fevereiro 08, 2007

Um negócio mais pesado.

Numa festa de casamento, Margô, que veste preto e deixa à mostra uma tatuagem de caveira sobre dois ossos que formam um 'X', está sentada ao lado de Marcinha, sua prima e Edileuza, que está na festa de bicão.
- Vamos dançar? Tá tocando um pagode! Adoro pagode! - diz Edileuza à Margô.
- Ah, não. Não curto muito pagode.
Entendendo o desconforto de sua prima, Marcinha intervém:
- É, ela curte um negócio mais pesado.
- Pesado? Ahm.. Tipo, um axé?
- Não, não, querida...

postad por LEONARDO SOUZA | 17:57
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